Wilson Marcio Depes, Advogado
O ACERTO NO PROGNÓSTICO
Há mais de um mês atrás anunciamos aqui, desta coluna, que a candidata Dilma Roussef venceria a eleição no primeiro turno. O título da crônica, se me lembro bem, foi: “Primeiro turno?”. A interrogação só reforçou, até então, a suposta certeza. Mas isso me trouxe dissabores. Amigos meus, contrários à candidatura da Ministra, ou, como diz o povão, “a mulher do Lula”, disseram que eu era um arrogante, um velho cronista político frustrado. Calei-me e deu no que deu. Hoje, os institutos de pesquisas, anunciam uma vitória acachapante da candidata do Lula.
Lanço outra inferência do momento político: a cada dia que passa a supremacia da Ministra tende as subir. E vejam, caros leitores, que se trata de um raciocínio simples: Lula possui aprovação de 80 por cento. Dilma foi o braço direito do Presidente. Logo, a tendência é que haja um aperfeiçoamento daquilo que já está bom. Um silogismo simples, de largo espectro. Se os marqueteiros não complicarem, o recado já está dado.
Quero apenas esclarecer que nunca houve arrogância minha. Exercitei um raciocínio dialético. E mais. Não demonstrei preferência por qualquer candidato.
Passemos, então, para a eleição aqui no estado. A situação já está consolidada. Casagrande será o governador; Magno e Ricardo os senadores da República. Como mudar uma situação já por si só tão consolidada? Com marqueteiros? Respondo rapidamente que não. Aliás, diga-se, os programas de televisão alcançaram um índice de péssima qualidade. Principalmente se o caro leitor comparar com os programas dos candidatos a presidência. A rigor, não se consegue perceber qual é a estratégia de cada um. São mensagens que não chegam nem ao cérebro e nem ao coração dos eleitores.
Resta, por fim, nesta linguagem de twiteiro, fugindo um pouco do tema, dizer que as obras do Liceu estão dando uma outra vida – e aqui a imagem não permite exagero – àquele tradicionalíssimo colégio. Que, a bem dizer, segundo os saudosistas, está ficando maior que Acrópole de Atenas...