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Cachoeiro de Itapemirim/ES, 6.9.2010 - Edição N° 4163
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PAULO HAYASHI JR



O CAMINHO DA VERDADE
por Paulo Hayashi Jr
1/9/2010

 

 

O CAMINHO DA VERDADE

A virtude como caminho de aprimora­mento do Homem e da Humanidade não é receita nova. Desde os tempos de Pitágoras, Sócrates e de seu discípulo Antísthenes, ela já se destacava como elemen­to sine qua non para o progresso do Homem. Como ser reconhecido sem as qualidades da benemerên­cia e da caridade impregnadas não apenas na inteligência que avulta a sabedoria, mas na prática forja­da do dia-a-dia? A virtude é o ca­minho do homem civilizado. É a fibra moral e interna do ser e não verniz superficial das aparências da matéria transitória. Desde os tempos imemoriais a luta é fazer com que o ser humano se despren­da dos resquícios da animalida­de da matéria terrestre – não é por acaso a metáfora da cobra como perdição do paraíso – para alçar voos mais profícuos e fecundos na dimensão mental-espiritual, bem como na co-criação da pró­pria vida. Somos livres em nossa vida, mas plenamente responsá­veis pelas consequências de nos­sas decisões e ações. É a ação cau­sando reação, pois é ilógico pensar em ação sem reação ou efeito sem causa. Do nada, nada se cria.

Assim, a prática de virtudes é maneira segura para uma vida fe­liz, uma vez que evitamos a colheita futura indeseja­da da dor por meio da não semeadura de espinhos. ‘Quem planta vento colhe tempestades’ – nos lembra o dito popular. E ainda, por meio da virtude tam­bém se procura realizar o máximo de bem que se possa fazer. É pela realização do bem e da cari­dade que depuramos o nosso traje­to, tornando-nos pessoas melhores.

A caridade é uma espécie de coringa das virtudes, pois engloba aspectos não apenas do cuidar do próximo, mas também de nós mes­mos; de unir ao invés de desunir, de iluminar ao invés de esconder.

Sejamos mais caridosos com o nosso próximo. Olhemos com mais brandura suas imperfeições. Quem sabe elas não são apenas o reflexo de nossa alma?! Critiquemos com menos severidade os erros alheios e também os nossos. Sejamos mais humanos em nossa Humanidade, pois, apesar de tudo, a virtude não está em ‘soltar’ o advogado de acu­sação, mas de guardar o silêncio e a devoção, o pensamento positivo e a palavra animadora para que a al­teridade, a comunicação e a coope­ração se realizem em ensejo de co­munhão. Como bem disse o mestre Nazareno: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Ma­teus 18, 20).

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