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Cachoeiro de Itapemirim/ES, 6.9.2010 - Edição N° 4163
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GUILHERME LACERDA



BRASIL SEGUE EM BOA ROTA
por Guilherme Lacerda
20/8/2010

 

 

BRASIL SEGUE EM BOA ROTA

GULHERME LACERDA

MESTRE E DOUTOR EM ECONOMIA E PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS

Recentemen­te, o dire­tor-geren­te do FMI, Dominique Strauss-Kahn enfatizou, em visita ao Brasil, que o nos­so País é exemplo de políti­ca fiscal para o mundo. Tais palavras, ditas há algum tempo atrás, soariam como um delírio, mas desta vez não nos surpreendeu.

A verdade é que merecemos tal exaltação. O país fez adequadas es­colhas de políticas fiscais e monetá­rias antes, durante e depois da Crise. Enquanto isso, a forte deterioração fiscal da zona do euro penalizará o crescimento de seus países, forçan­do-os à adoção de uma série de me­didas restritivas e de elevado custo social.

A nosso favor, sublinha-se o fato de desenvolvermos políticas sociais bem-sucedidas, suportáveis em seus custos, e que tem diminuído nossa perversa desigualdade de renda. Nos últimos cinco anos houve a ascensão de mais de trinta e um milhões de pessoas para classes sociais de me­lhor nível de renda. Enfim, foi con­solidada a idéia de desenvolvimento com justiça social. Tal condição re­presenta enorme avanço, pois é fru­to de uma preciosa interpretação dos melhores anseios da população, pac­tuados com as forças produtivas, a partir da liderança do Presidente Lula.

Percebemos, com entusiasmo, a multiplicação de projetos (antes não imaginados), em sintonia a uma intensa mo­bilização do empresariado brasileiro. Os Bancos Ofi­ciais e Investidores Institu­cionais, agora estimulados, passaram a dar suporte a in­vestimentos privados, au­mentando os níveis de emprego e de produção.

Alguns indicadores já atestam essa nova etapa do desenvolvimento nacional. Em 2010, voltamos a cres­cer a taxas anualizadas que lembram um “novo milagre” econômico, com o país bem menos ameaçado por in­terrupções, advindas de crises inter­nas e externas de toda ordem.

Tudo indica que ficou para trás o fim dos “vôos de galinha”, tão apre­goados em décadas passadas e ain­da no imaginário de muitos pseu­dos “formadores de opinião”. Nossa decolagem agora é bem mais segu­ra, respaldada pelo combustível da grande melhora de nossos funda­mentos: reservas Internacionais robustas, credores internacionais, crescimento sustentado do crédito, fortalecimento da demanda domés­tica, auto-suficiência energética, dívida pública e inflação sob con­trole, aumento das taxas de inves­timentos, juros reais em patamares históricos baixos e um sistema fi­nanceiro sólido e bem regulado, que também é exemplo para o mundo, tais quais nossos progra­mas de transferência de renda.

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